Quem somos

Somos uma Cia de Teatro, sediada em São Paulo, capital, desde o ano de 2009.

O coletivo é formado por artistas com cursos técnicos, graduação e pós-graduação, sendo em sua grande maioria, arte-educadores.

Para nós, o teatro deve atender a todos sem exceção, pois acreditamos que o mesmo pode influenciar na formação das crianças, jovens e adultos que se tornam mais atentos a sua realidade e assim, podem alterá-la, contribuindo para uma sociedade melhor para todos.

A Cia se apresenta regularmente em teatros de São Paulo, Grande São Paulo e interior. Também se apresentou nas Fábricas de Cultura com seus espetáculos “O Jogo do Folclore”, “As Aventuras de Peter Pan e Sininho” e “Palhaçada Olímpica” nos anos de 2016 e 2017. No MIS (Museu da Imagem e do Som) e Sesc Piracicaba, com “As Aventuras de Peter Pan e Sininho” e “O Jogo do Folclore” nos anos de 2016 e 2017.

Repertório Literário e Adulto

Pesquisamos a literatura e dramaturgia brasileira e sua relação com a sociedade atual. Entre os espetáculos “Quarto de Despejo" de Carolina Maria de Jesus (2019) e “O Cortiço”(2016) de Aluísio Azevedo.Também faz parte de nosso repertório “O Assalto”(2011) de José Vicente, uma obra prima da dramaturgia brasileira, na qual experimentamos uma encenação híbrida, com fortes traços expressionistas. O espetáculo re-estreou em janeiro de 2018 no Teatro de Arena – Eugênio Kusnet, em São Paulo, capital.

Quarto de Despejo - Carolina Maria de Jesus (2019)

“Quarto de Despejo - diário de uma favelada", retrata o universo do livro de mesmo nome, escrito por Carolina Maria de Jesus e Publicado em 1960.
A montagem questiona as alterações sociais dos últimos 50 anos no Brasil, as "heranças" de uma colonização violenta, baseada no modelo escravocrata e o quanto vida e obra caminham juntas.
Nossos questionamentos buscam compreender o que aconteceu e ainda acontece com essa e outras Carolinas, contextualizando com as vozes que se levantam em outros territórios contra a opressão do sistema.
Nosso olhar no entanto é de esperança, descartando a cova rasa como destino certo para a pessoa negra no Brasil.

"O Cortiço" (2016)

“O Cortiço” surge como ponto de partida para discutir, entender e refletir sobre as consequências da colonização Portuguesa e da escravidão. A encenação busca por meio de símbolos e signos, contrapor o período 1850-1890 com a atualidade brasileira afim de identificar os problemas e agir. Temas como abuso de poder por parte da polícia, assédio sexual, diversidade de gênero, diversidade religiosa e exploração do homem pelo homem, são pautas do espetáculo que mistura dança com atuações distanciadas, por meio da narrativa e outros recursos próprios do teatro dialético.

O espetáculo recebeu indicação de melhor atriz coadjuvante para Luana Tonetti, melhor ator para Lucas Pedroso, melhor iluminação para Rodrigo Ximarelli e ganhou os Prêmios de melhor ator coadjuvante para Lucas Barbugiani, melhor direção para Rodrigo Ximarelli e 2º melhor espetáculo do Festival de Itapevi, SP no ano de 2016.

O Assalto (2011)

Apesar do drama escrito em 1969 ter base numa linguagem naturalista, a encenação do espetáculo parte de uma visão híbrida, própria do teatro contemporâneo. A experimentação de uma técnica própria da direção ligada ao expressionismo, com falas distorcidas, e movimentação recortada, de forma quase robótica, leva a leituras sobre uma mecânica diária na vida do paulista, ao mesmo tempo que remete a filmes como Metrópole, do cinema expressionista. A proposta é que o espectador não saia ileso do espetáculo, seja atravessado pelos sentimentos e vivências dos personagens.

O espetáculo recebeu indicação de melhor ator para os atores Liucas Barbugiani e Rodrigo Ximarelli. Ganhou o prêmio de melhor cenotécnica, melhor direção para Carlos Marroco e 2º melhor espetáculo no Festival Carpe Diem de Salto/SP no ano de 2017.

Repertório Infantil

A partir de clássicos, ideias e motes, recriamos o universo lúdico dos contos de fadas, das lendas e mitos, com temas que acreditamos serem importantes para a formação das crianças. Dessa forma, os clássicos são contextualizados com uma nova visão de mundo e estética, tendo claro o objetivo de lançar novos olhares sobre velhas questões e agregar assuntos como saúde, sociabilização, gênero, autonomia da criança, entre outros.

“A Pílula Falante” (2018)

 

Em homenagem aos 70 anos do falecimento de Monteiro Lobato (14 de Julho de 1948), montamos o espetáculo “A Pílula Falante” presente no livro “Reinações de Narizinho”, contextualizando-o com temais atuais e lançando as perguntas: Só a língua falada que comunica?,  “Toda mudez precisa de remédio ou tem cura?" O espetáculo contextualiza e atualiza as ideias de Lobato, que na época era diferentes. A adaptação caminha pra uma visão  ética pensando um mundo repleto de diferenças como o nosso.

“A Bela Adormecida” (2018)

Mesclando os textos “A Bela Adormecida” e o “Príncipe Sapo”, o espetáculo pretende repensar os paradigmas sobre padrões de beleza, gênero e felicidade, estabelecidos pela sociedade. A encenação trata de forma humorada a ideaia da princesa sofrer com um pequeno problema, um ronco insuportável que somente o amor verdadeiro é capaz de aguentar. O espetáculo conta com a mesclagem do texto "Príncípe Sapo", fábula recontada pelos irmãos GRimm.

“O Gato de Botas” (2017)

 

Por meio da pesquisa do circo-teatro (iniciada em Pinocchio), contamos a estória do palhaço Violeta, que perde seu sorriso com o fechamento do circo que trabalhava. Seu parceiro de picadeiro, Amarelo Martelo, lembra da estória do Gato de Botas, e o faz repensar sua vida e trabalho nos tempos atuais, onde o interesse por livros e circos está em segundo plano.

“Palhaçada Olímpica” (2016)

Em comemoração as Olimpíadas realizadas no Brasil no ano de 2016 e entendendo o esporte como aliado da cognição, sistema psico-motor, desenvolvimento físico e superação de limites, propomos um espetáculo sem falas, utilizando a linguagem do Clown. Entre os participantes está um cadeirante, porém, a discussão, vai além das diferenças ou superação de limites, chegando à ética, parte essencial de uma competição esportiva e de nossa vida.

“Pinocchio – uma estória de circo” (2015) 

Utilizamos como pano de fundo o circo teatro, movimento forte no Brasil até 1960, para contar a estória de Pinocchio. Nosso intuito é dialogar com a mentira que nos é contada todos os dias, seja na rua, em casa, na tv e porque não, num espetáculo teatral. Utilizamos o teatro dialético na criação de cenas, propondo a reflexão do assunto e solicitando um novo comportamento por parte dos pais, que são espelhos das crianças.

“As Aventuras de Peter Pan e Sininho” (2015)

 

O clássico não chega a ser recontado, ele está no plano da memória. A estória se passa depois dos acontecimentos descritos no romance de Barrie. Em nossa montagem, Peter Pan fica sozinho e isso não o livra dos problemas. Nosso foco está na autonomia da criança, na consciência do que se ingere e como os conselhos dos mais velhos são absorvidos ou não pela criança.

“O Jogo do Folclore” (2009)

Nossa pesquisa para o espetáculo foi pautada na importância do jogo dramático na formação da criança, nas brincadeiras de roda, próprias do folclore, importantes na sociabilização e na inspiração do Cavalo Marinho (folguedo popular da Zona da Mata Norte de Pernambuco), para contar a estória: os escravos Matheus, Bastião e Catirina aqui são os palhaços, Chiquito, Xereta e Alegria.

*Alguns espetáculos de 2018 estão em processo de finalização. Tendo já se apresentado em escolas, hotéis ou aberto a convidados, mas não com estreia oficial.

 

**Oferecemos oficinas, relacionadas aos espetáculos

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