Quem somos

Somos uma Cia de Teatro sediada na cidade de São Paulo desde o ano de 2009. O coletivo é formado por artistas com cursos técnicos, graduação e pós-graduação na área artística, sendo, em sua grande maioria, arte-educadores.

Para nós, o teatro deve atender a todos, sem exceção, pois acreditamos que o mesmo pode influenciar na formação das crianças, jovens e adultos, que tornam-se mais atentos a sua realidade e assim podem modificá-la, contribuindo para uma sociedade melhor para todas e todos.

Assim, apresentamo-nos em escolas, casas de cultura, festivais de teatro, clubes, shoppings, SESCs, fábricas de cultura, centros comunitários, museus, entre outros, atendendo o público infantil, infanto-juvenil e adulto.

O coletivo apresenta-se regularmente na cidade de São Paulo, Grande São Paulo e interior, totalizando mais de 390 apresentações com um público estimado em mais de 60 mil pessoas. As cidades visitadas, até o momento, foram: Bragança Paulista, Sorocaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Campinas, São José dos Campos, Santos, Jaú, Franca, Salto, Itu, Ilhabela, Ubatuba, Caraguatatuba, Mogi das Cruzes, São Joaquim da Barra, Taubaté, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra, São Caetano do Sul, Praia Grande, Botucatu, Guarulhos, Caconde, entre outras, além de participações pontuais na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina.

Entre as últimas apresentações, destacam-se a participação da Cia no projeto “Recreio nas Férias”, em 2020, organizado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, com o espetáculo “As Aventuras de Peter Pan e Sininho”, num total de 10 (dez) apresentações; a estreia do espetáculo “Quarto de Despejo”, em 2019, no Teatro Polytheama, em Jundiaí; a residência artística com o espetáculo “O Assalto”, em 2018, no Teatro de Arena – Eugênio Kusnet, na cidade de São Paulo, de sexta-feira a domingo; a circulação, a convite da APAA (Associação Paulista Amigos da Arte) com o espetáculo “O Gato de Botas”, também em 2018, em cima de um caminhão-palco nas cidades de Caraguatatuba, Ubatuba, Ilha Bela e São Sebastião.

Nossa contribuição social se dá além das apresentações artísticas. No ano de 2018, estivemos em cartaz aos finais de semana e feriados no Teatro Dr. Botica, desenvolvendo uma parceria social na qual disponibilizamos mais de 250 ingressos totalmente gratuitos, atendendo a várias ONGs da zona leste de São Paulo/SP.

O compromisso social existe desde 2016, quando nos inserimos no circuito profissional. A partir disso, ofertamos espetáculos sempre a preços populares, e sempre que possível (desde que não gere prejuízo), realizamos doação de ingressos aos alunos de escolas públicas que não podem pagar ou instituições como Fundação Casa.

Em 2017, o coletivo firmou parceria com o “Eu Faço Cultura”; plataforma digital, beneficiando diversas ONGs e escolas públicas no interior de São Paulo, com ingressos na Grande São Paulo, capital e interior.

Ainda em 2017, participamos do Festival Carpediem, em Salto/SP, com os espetáculos “As Aventuras de Peter e Sininho” e “O Assalto”, no qual obtivemos os prêmios de 2º Melhor Espetáculo, Melhor Direção para Carlos Marroco e Melhor Cenografia para o espetáculo “O Assalto”, além das indicações de Melhor Ator para Rodrigo Ximarelli e Lucas Barbugiani no mesmo espetáculo e indicação de Melhor Cenário para “As Aventuras de Peter Pan e Sininho”.

Em 2016, nos apresentamos nos CEUs, por meio do projeto Proart – Programa da Secretaria da Educação de São Paulo e participamos do I Festita – Festival de Teatro em Itapevi, no qual ficamos em 2º lugar com o espetáculo “O Cortiço”, além dos prêmios de Melhor Ator Coadjuvante para Lucas Barbugiani de Barros, Melhor Direção para Rodrigo Ximarelli, indicação de Melhor Iluminação e de Melhor Atriz Coadjuvante para Luana Tonetti.

Nossos espetáculos infantis contam com textos autorais e também clássicos da literatura, com revisitação dos temas, sempre contextualizados com questões contemporâneas. O mesmo acontece com os espetáculos infanto-juvenis e adultos, que utilizam a literatura brasileira como fonte de registro histórico, abordando questões atuais, pertinentes à reflexão sobre nosso povo e nosso país. Contamos ainda com espetáculos totalmente experimentais, com objetivo de aprimorar nosso desenvolvimento artístico-estético.

Assim, os espetáculos tratam de temas como autoestima da criança, ("As Aventuras de Peter Pan e Sininho”);  bullying ("Pinocchio"), cidadania ("Palhaçada Olímpica"), ética e esporte ("Palhaçada Olímpica"), folclore brasileiro ("O Jogo do Folclore"), resgate da oralidade ("O Jogo do Folclore"), saneamento básico e prevenção de doenças ("O Cortiço", "Quarto de Despejo"), diversidade religiosa ("O Cortiço"), desigualdades sociais e direitos humanos ("O Cortiço", "Quarto de Despejo"), literatura brasileira, ("O Cortiço", "Quarto de Despejo"), inclusão da pessoa com deficiência ("A Pílula Falante", "Palhaçada Olímpica"), gênero ("O Cortiço"; "O Jogo do Folclore"); combate ao preconceito e ao racismo ("O Cortiço", "Quarto de Despejo"); cultura LGBTQIA+ ("O Assalto"), dentre outros temas da atualidade, considerados de extrema importância social.

Nossas apresentações para o público adolescente e adulto geralmente são seguidas de bate-papos ao final dos espetáculos. Também nos relacionamos com nosso público por meio de e-mail, site e nossas páginas nas redes sociais (Facebook e Instagram).

Nossas apresentações contemplam todos as idades, sendo públicos-alvo o infantil e o adolescente.

Em 2017, tivemos a oportunidade de apresentar os espetáculos “O Cortiço”, “A Pílula Falante”, “O Gato de Botas”, “Pinocchio - Uma História de Circo” e “As Aventuras de Peter Pan e Sininho” para um público com mais de 60 (sessenta) anos de idade, no Hotel Espaço Terra, em parceria com a Prevent Senior.

Nossa realidade de trabalho relaciona-se constantemente com a população de menor renda na periferia da cidade de São Paulo, por meio das Fábricas de Cultura (Poiesis e Catavento) e em projetos independentes, contando com o auxílio na comunicação pelas Secretarias de Educação, Diretorias de Ensino e CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) das regiões atendidas.

Visitamos cidades fora da Capital, promovendo a descentralização da arte com a oferta de espetáculos de qualidade.

Nos últimos anos o coletivo movimentou a economia criativa, empregando diversos profissionais da área como atores, diretores, cenógrafos, figurinistas, costureiras, iluminadores, visagistas, maquiadores, coreógrafos, designers gráficos, produtores, entre outros.

O nome Evoé refere-se à evocação a Baco/Dioniso. A escolha do nome propõe transitar pelas mais variadas áreas de pesquisa do teatro e para além dele, a fim de encontrarmos uma estética própria, ligada com nosso tempo e com nosso povo. Assim, pesquisamos a literatura brasileira, textos da dramaturgia nacional, teatro de bonecos, circo-teatro, comédia dell’arte, expressionismo, clown, teatro dialético, entre outros. Além disso, mantemos uma atualização artística com nosso coletivo, por meio de grupos de estudos dos mais diversos temas e questões pertinentes à arte, promovendo uma continuidade da pesquisa e buscando novos desafios.

Repertório Literário e Adulto

Pesquisamos a literatura e dramaturgia brasileira, bem como sua relação com a sociedade atual. Entre os espetáculos estão "Quincas Borba" com estreia adiada de março de 2020 para abril de 2021 (em decorrência da pandemia de COVID 19), “Quarto de Despejo" de Carolina Maria de Jesus (2019), "O Cortiço” de Aluísio Azevedo (2016) e “O Assalto” de José Vicente (2011), uma obra prima da dramaturgia brasileira, que reestreou em janeiro de 2018 no Teatro de Arena – Eugênio Kusnet, em São Paulo, capital.

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Quarto de Despejo - Carolina Maria de Jesus (2019)

O espetáculo retrata o universo do livro Quarto de Despejo - diário de uma favelada, escrito por Carolina Maria de Jesus e Publicado em 1960. A montagem questiona as alterações sociais dos últimos 50 anos no Brasil, as "heranças" de uma colonização violenta, baseada no modelo escravocrata, além de invesigar o quanto vida e obra caminham juntas. Nossos questionamentos buscam compreender o que aconteceu e ainda acontece com essa e outras Carolinas, contextualizando com as vozes que se levantam em outros territórios contra a opressão do sistema.
Nosso olhar no entanto é de esperança, descartando a cova rasa como destino certo para a pessoa negra no Brasil.

"O Cortiço" de Aluísio Azevedo - foi ponto de partida para discutir, entender e refletir sobre as consequências da colonização Portuguesa e da escravidão. A encenação busca por meio de símbolos e signos, contrapor o período 1850-1890 com a atualidade brasileira a fim de identificar os problemas e agir. Temas como abuso de poder policial, assédio sexual, diversidade de gênero, diversidade religiosa e exploração do homem pelo homem, são pautas do espetáculo que mistura dança com atuações distanciadas, por meio da narrativa e outros recursos próprios do teatro dialético.

O espetáculo recebeu indicação de melhor atriz coadjuvante para Luana Tonetti, melhor ator para Lucas Pedroso, melhor iluminação para Rodrigo Ximarelli e ganhou os Prêmios de melhor ator coadjuvante para Lucas Barbugiani, melhor direção para Rodrigo Ximarelli e 2º melhor espetáculo do Festival de Itapevi, SP no ano de 2016.

O Assalto de José Vicente (2011) - Apesar do drama escrito em 1969 ter base numa linguagem naturalista, a encenação do espetáculo parte de uma visão híbrida, própria do teatro contemporâneo. A experimentação de uma técnica própria da direção ligada ao expressionismo, com falas distorcidas, e movimentação recortada, de forma quase robótica, leva a leituras sobre uma mecânica diária na vida do paulista, ao mesmo tempo que remete a filmes como Metrópole, do cinema expressionista. A proposta é que o espectador não saia ileso do espetáculo, seja atravessado pelos sentimentos e vivências dos personagens.

O espetáculo recebeu indicação de melhor ator para os atores Lucas Barbugiani e Rodrigo Ximarelli. Ganhou o prêmio de melhor cenotécnica, melhor direção para Carlos Marroco e 2º melhor espetáculo no Festival Carpe Diem de Salto/SP no ano de 2017.

Repertório Infantil

A partir de clássicos, ideias e motes, recriamos o universo lúdico dos contos de fadas, das lendas e mitos, com temas que acreditamos serem importantes para a formação das crianças. Dessa forma, os clássicos são contextualizados com uma nova visão de mundo e estética, tendo claro o objetivo de lançar novos olhares sobre velhas questões e agregar assuntos como saúde, sociabilização, gênero, autonomia da criança, entre outros.

“A Pílula Falante” (2018)

 

Em homenagem aos 70 anos do falecimento de Monteiro Lobato (14 de Julho de 1948), montamos o espetáculo “A Pílula Falante” presente no livro “Reinações de Narizinho”, contextualizando-o com temais atuais e lançando as perguntas: Só a língua falada que comunica?,  “Toda mudez precisa de remédio ou tem cura?" O espetáculo contextualiza e atualiza as ideias de Lobato, que na época era diferentes. A adaptação caminha pra uma visão  ética pensando um mundo repleto de diferenças como o nosso.

“A Bela Adormecida” (2018)

Mesclando os textos “A Bela Adormecida” e o “Príncipe Sapo”, o espetáculo pretende repensar os paradigmas sobre padrões de beleza, gênero e felicidade, estabelecidos pela sociedade. A encenação trata de forma humorada a ideaia da princesa sofrer com um pequeno problema, um ronco insuportável que somente o amor verdadeiro é capaz de aguentar. O espetáculo conta com a mesclagem do texto "Príncípe Sapo", fábula recontada pelos irmãos GRimm.

“O Gato de Botas” (2017)

 

Por meio da pesquisa do circo-teatro (iniciada em Pinocchio), contamos a estória do palhaço Violeta, que perde seu sorriso com o fechamento do circo que trabalhava. Seu parceiro de picadeiro, Amarelo Martelo, lembra da estória do Gato de Botas, e o faz repensar sua vida e trabalho nos tempos atuais, onde o interesse por livros e circos está em segundo plano.

“Palhaçada Olímpica” (2016)

Em comemoração as Olimpíadas realizadas no Brasil no ano de 2016 e entendendo o esporte como aliado da cognição, sistema psico-motor, desenvolvimento físico e superação de limites, propomos um espetáculo sem falas, utilizando a linguagem do Clown. Entre os participantes está um cadeirante, porém, a discussão, vai além das diferenças ou superação de limites, chegando à ética, parte essencial de uma competição esportiva e de nossa vida.

“Pinocchio – uma estória de circo” (2015) 

Utilizamos como pano de fundo o circo teatro, movimento forte no Brasil até 1960, para contar a estória de Pinocchio. Nosso intuito é dialogar com a mentira que nos é contada todos os dias, seja na rua, em casa, na tv e porque não, num espetáculo teatral. Utilizamos o teatro dialético na criação de cenas, propondo a reflexão do assunto e solicitando um novo comportamento por parte dos pais, que são espelhos das crianças.

“As Aventuras de Peter Pan e Sininho” (2015)

 

O clássico não chega a ser recontado, ele está no plano da memória. A estória se passa depois dos acontecimentos descritos no romance de Barrie. Em nossa montagem, Peter Pan fica sozinho e isso não o livra dos problemas. Nosso foco está na autonomia da criança, na consciência do que se ingere e como os conselhos dos mais velhos são absorvidos ou não pela criança.

“O Jogo do Folclore” (2009)

Nossa pesquisa para o espetáculo foi pautada na importância do jogo dramático na formação da criança, nas brincadeiras de roda, próprias do folclore, importantes na sociabilização e na inspiração do Cavalo Marinho (folguedo popular da Zona da Mata Norte de Pernambuco), para contar a estória: os escravos Matheus, Bastião e Catirina aqui são os palhaços, Chiquito, Xereta e Alegria.

*Alguns espetáculos de 2018 estão em processo de finalização. Tendo já se apresentado em escolas, hotéis ou aberto a convidados, mas não com estreia oficial.

 

**Oferecemos oficinas, relacionadas aos espetáculos

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